Como acontece o jogo?
O futebol de mesa é um esporte brasileiro da corrente “ esportes intelectivos” (TUBINO et al., 2007) disputado entre dois oponentes ou por equipes, em uma mesa com dimensões oficiais.
O jogo transcorre de acordo com as regras estabelecidas para cada uma das modalidades existentes, com variações de: tempo de jogo, intervalo de descanso, tipo de bola, toques na bola e jogadores.
Os botões são movimentados com o uso de palheta, pente ou unha.
O jogo ocorre com o deslocamento dos botões tocando as bolas, os discos ou os dados, além de chutes/arremessos (chutes/tiros) a gol contra a meta adversária. O objetivo do jogo é manter a posse da bola e marcar o maior número de gols.
No futebol de mesa de um toque, cada jogador toca o disco uma vez, em dois tempos de 25 minutos.
O jogo de três toques é praticado com bola de feltro, e cada jogador somente pode dar três toques na bola.
O jogo de 12 toques também é praticado com bola de feltro, e o desenvolvimento das jogadas até o gol do adversário deve ser feito em até 12 toques coletivos, não podendo exceder três toques por cada um dos seus botões.
O dadinho é executado com um pequeno dado e requer habilidade para que sejam realizados um máximo de três palhetadas consecutivas por botão e outro, de nove palhetadas coletivas, devendo-se obrigatoriamente chutar a gol até a nona palhetada.
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Foto: Divulgação CBFM
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O sectorball é praticado com uma pastilha. Demanda precisão técnica do jogador para realizar os passes até o campo adversário e chutar a gol em até 6 centímetros dos seus botões.
O subutteo é jogado com bonecos semelhantes à imagem humana montados sobre bases semiesféricas. A bola é impulsionada por meio de um peteleco com a unha do dedo indicador ou médio.
Quando o esporte chegou por aqui?
De acordo com registros
históricos, o futebol de mesa teria surgido no Pará, no início do século 20. O
uso de botões de roupa para praticá-lo teria dado origem ao nome futebol de
botões, denominação empregada até hoje. Segundo informações fidedignas sobre o
começo do jogo no Brasil, já havia partidas de futebol de mesa no América
Futebol Clube (AFC), no Rio de Janeiro, em 1917.
A origem do esporte é
cercada de informações contraditórias, segundo as quais o jogo pode ter surgido
em diversos países. Na Espanha, teria sido criado por José Huelva Quintero em
1900. Na Hungria, também no mesmo ano, o esporte teria surgido na versão
chamada gombfoci (em português, futebol de botão). Na França, o futebol de mesa
teria sido inspirado no jogo de pulgas e, finalmente, na Inglaterra, teria aparecido
em 1910.
Outra história afirma que
marinheiros o trouxeram para o Brasil e se divertiam disputando partidas como
passatempo depois de suas viagens e durante a estada nas cidades portuárias do
país.
A versão mais aceita é a de
que o jogo de botão no país teria surgido no Rio de Janeiro, na década de 1930.
O seu criador teria sido o carioca Geraldo Cardoso Décourt, que promoveu
mudanças no material utilizado na confecção das mesas, criou as regras do jogo
e deu-lhe o nome de futebol celotex. No início, os botões usados eram de
madeira (confeccionados de forma artesanal) e de roupas. Logo, porém, surgiram
os de plástico.
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Subutteo/CBFM/bola grande
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O jogo de botões foi imediatamente
aceito, difundindo-se no país como divertimento a partir da década de 1930. Com
o tempo, foi ganhando novos tipos de equipamento e material. Surgiram diversos
formatos de bola e espécies de botão e de piso. Ampliou-se também a quantidade
de toques na bola, o que trouxe novas regras e novos regulamentos ao esporte. Entre
os vários tipos de botão utilizados, encontravam-se os de osso, os de paletó,
os Paulo Caminha e os feitos com capas de relógio.
O futebol de mesa
cresceria expressivamente na década de 1950. O desenvolvimento da
industrialização no país favoreceu a produção de equipamentos e materiais em
escala. Aumentaram também a fabricação e a oferta de jogos de botão de
plástico, principalmente aqueles com faces de jogadores e escudos de times
brasileiros.
Os botões conhecidos como
Bolagol e confeccionados pela Plásticos Santa Marina tornaram-se famosos. As
caixas com um ou dois times deram o nome de Futebol Miniatura ao esporte. Essa
coleção alcançou cerca de 130 times, compreendendo equipes brasileiras,
estrangeiras e seleções. Apareciam novas coleções, com times de jogadores que
integravam a seleção brasileira. A Onze de Ouro, por exemplo, era ilustrada com
as seleções de 1958 e 1962 e vendida em bancas de jornal.
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Sectorball/CBFM/pastilha
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A indústria Estrela
produzia o botão Canoinha na década de 1970. Outro botão que marcou época foi o
da série Craques da Pelota, também vendido em bancas de jornal. A série Ídolos
do Futebol era encontrada em grandes magazines, e a Gulliver teve variações
como o botão Cristal. Ainda nessa década, surgia o botão de acrílico.
O esporte crescia e
estruturava-se hierarquicamente em clubes e entidades de caráter nacional nas
modalidades existentes.
A primeira organização
dirigente estadual, a Federação Paulista de Futebol de Mesa (FPFM), somente
seria criada em 1962.
O primeiro campeão
brasileiro de futebol de mesa – modalidade disco (um toque) e categoria livre –
foi Átila de Menezes (SE). O evento foi realizado em Salvador (BA), em 1970.
Depois de serem
realizados vários torneios, como o Torneio Rio-Brasília em 1979, surgia a
Federação Brasiliense de Futebol de Mesa (FBFM), que adotava a regra dos três toques.
O 1º Campeonato
Brasileiro de Futebol de Mesa – Categoria Individual – teve início em 1980, no
Rio de Janeiro, com bola de feltro. O evento foi realizado na sede social da
Rio Futebol de Mesa e da Associação Carioca de Futebol de Botão (ACFB). Dele
participaram o Distrito Federal e os estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de
Janeiro e Amazonas.
A padronização do jogo de
futebol de mesa na regra de três toques ocorreu durante o 1º Campeonato
Brasileiro Interclubes de Futebol de Mesa, realizado em Brasília (DF) entre 5 e
8 de fevereiro de 1981.
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3 toques bola/CBFM
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Em 1982, era fundada a
Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj).
A seriedade com que o
jogo vinha sendo conduzido no país levou o Conselho Nacional de Desportos (CND)
a reconhecê-lo como esporte por meio da Resolução nº 14, de 29 de setembro de
1988, e sob o nome futebol de mesa. Nessa ocasião, foram oficializadas três
regras: 1 toque (disco/baiana), 3 toques (bola/carioca) e 12 toques
(bola/paulista).
A reorganização do
esporte consolidou-se com a criação da Confederação Brasileira de Futebol de
Mesa (CBFM) em 1992. A nova estrutura era constituída por vice-presidências, que
representavam cada uma das modalidades, e uma Coordenação de Regras
Experimentais.
O desenvolvimento do
futebol de mesa tem sido amparado por um calendário anual de eventos nacionais,
estando em disputa várias competições, como a Taça Brasil, a Copa do Brasil e
os Campeonatos Brasileiros, tanto individualmente quanto por equipes. Além
disso, são disputados os Campeonatos Mundiais, os Sul-Americanos e as Copas
Regionais.
A presença do futebol de
mesa brasileiro em competições mundiais desde 2006 favoreceu a participação contínua
dos atletas em disputas internacionais. Em 2009, surgia o 1º Campeonato Mundial
de Futmesa de Seleções, evento que tem ocorrido a cada três anos nas
modalidades 12 toques e sectorball.
O intercâmbio entre
países promoveu a difusão das modalidades jogadas na Europa e no Brasil. Os
primeiros campeonatos brasileiros de futebol de mesa na modalidade sectorball
ocorreram em 2011 e na subbuteo, em 2013. Em 2011, a modalidade dadinho foi
reconhecida pela Coordenação de Regras Experimentais da CBFM.
Em 2014, teve início o
Campeonato Mundial Interclubes, na Hungria. Na ocasião, a equipe de futmesa do Clube
de Regatas Vasco da Gama (CRVG) sagrou-se campeã mundial ao vencer o campeão
europeu Tiszavasvari na final do Campeonato Mundial de Clubes, modalidade 12
toques. A equipe era integrada por Igor Monteiro, Marcelo Lages, Renato Kort (o
Bad) e Rodolfo Castello Branco.
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Dadinho/CBFM
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A segunda edição do Mundial
Interclubes, em 2016, foi vencida por outra equipe brasileira. O futebol de
mesa da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP) derrotou os húngaros do Debreceni
ALC, campeões europeus, pelo placar de 40 a 7, no CRVG, no Rio de Janeiro. O
time foi formado por Michilin (12 pontos), Paolo (10), Jefferson Genta (9) e
Alex Bahr (9).
Os benefícios dos esportes intelectivos
Os esportes intelectivos, em especial o futebol de
mesa, são ferramentas que auxiliam o processo ensino-aprendizagem por se
alinharem com outras disciplinas de forma lúdica.
Eles são um atrativo a mais quando oferecidos em
sala de aula, jogos internos escolares, desafios, gincanas etc.
O estreitamento dessa relação pode ser observado,
por exemplo, em soluções de questões de raciocínio de matemática, ciências,
geografia, em regras de comportamento e em valores éticos, morais e sociais.
Esses tipos de esportes também são
poderosos aliados à saúde física, mental e emocional, pois promovem benefícios
comprovados aos seres humanos, principalmente nos momentos de lazer.
Na formação educacional, oferecem
novos conhecimentos, competências, comprometimentos e valores, o que ajuda no
desenvolvimento integral dos indivíduos.
Com eles, o indivíduo aprende a ganhar e perder, obedecer
a regras e regulamentos, trabalhar em equipe ao organizar torneios, ter espírito
de grupo, ser criativo e responsável, solucionar problemas e se comprometer com
os objetivos almejados.
Atuam de forma exemplar, oportunizando a socialização, as relações interpessoais, a convivência pacífica, o respeito
a opiniões, entre outros.
Organização no Brasil
O futebol de mesa é
dirigido e organizado pela Confederação Brasileira de Futebol de Mesa (CBFM).
Organização Internacional
A Federação Internacional
de Futebol de Mesa (FISTF) e a Federação Internacional de Sectorball (ISF) são
as entidades mundiais máximas do esporte.
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Referências Bibliográficas
CBFM – Confederação Brasileira de Futebol de Mesa. Disponível em: www.cbfm.com.br/. Acesso em: 6 fev. 2018.
COSTA, L. P. da (Org.). Atlas
do esporte no Brasil. Rio de Janeiro: Shape, 2004.
FEDERAÇÃO Paulista de Futebol de Mesa. Disponível
em: <www.futmesa.com.br/>.
Acesso em: 6 fev. 2018.
FEFUMERJ. Carta Convite
– VII Campeonato Brasileiro – Sectorball & V Campeonato Brasileiro –
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Esclarecendo dúvidas. Disponível em: www.fefumerj.com.br/sectorball-esclarecendo-duvidas/.
Acesso em: 6 fev. 2018.
SOCIEDADE ESPORTIVA
PALMEIRAS. Futebol de Mesa. Disponível em: www.palmeiras.com.br/esporte/modalidades/87. Acesso em: 6 fev. 2018.
TUBINO, M. J. G.;
GARRIDO, F. A. C.; TUBINO, F. M. Dicionário enciclopédico Tubino do esporte.
São Paulo: Senac, 2007.
VASCO FUTMESA. Vascaínos em
busca de mais um título sul-americano. Disponível em: www.vascofutmesa.com.br/2016/10/vascainos-em-busca-de-mais-um-título.html.
Acesso em: 6 fev. 2018.
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