Surfe na Pororoca/Pororoca Surfing: em sintonia a natureza, o homem e o esporte!
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| http://www.seel.pa.gov.br/noticia/s%C3%A3o-domingos-realiza-o-18%C2%BA-festival-e-20%C2%BA-surf-na-pororoca - Breno de Souza/Salinas |
Surfe na Pororoca/Pororoca Surfing: uma onda do barulho!
Por Fernando Garrido
Como
o esporte acontece?
É uma prática dos moradores da região amazônica do
Brasil, que se aproveitavam do encontro entre as águas do mar e do Rio Amazonas
para fazer o surfe. Esse encontro produz um estrondoso barulho, conhecido por pororoca.
Segundo Tubino et al. (2007), o surfe na pororoca é uma modalidade brasileira da corrente esportes radicais, de aventura e natureza.
A forma de disputa é individual, sendo avaliados a
quantidade e o grau de dificuldade das manobras realizadas e o tempo de
permanência do atleta sobre as ondas, no caso de competições.
Um dos elementos de destaque no surfe pororoca são
os recordes apurados durante a passagem da onda, entre eles: a maior distância
percorrida surfando-se a onda, a maior quantidade de surfistas em uma mesma
onda, a onda mais alta surfada e a onda mais longa surfada.
Um dos aspectos essenciais do esporte é a
segurança dos surfistas, considerando-se que as ondas do rio podem ser grandes
e arrastar tudo o que se encontra no caminho: desde troncos a bichos como
jacarés e cobras.
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| https://redepara.com.br/Noticia/190244/festival-da-pororoca-recebe-o-reconhecimento-e-apoio-da-alepa |
Além disso, a dificuldade de deslocamento até a beira do rio pode levar o praticante a ser transportado pela correnteza para bem longe, por isso o resgate é realizado em embarcações a motor, como lanchas, banana boats e jet skis.
O esporte tem levado ao crescimento do turismo na
região como uma atividade da natureza e de extremo contato com a flora e fauna
da região amazônica.
Quando
o esporte apareceu por aqui?
O
surfe pororoca surgiu nos rios da Região Norte do Brasil, nos estados do
Amazonas e do Amapá, em 1997.
A ousadia de desafiar a onda “pororoca” aconteceu
quando surfistas se atiraram na água doce, na aventura de surfar nos Rios
Araguari e Amazonas, no chamado Canal Perigoso foi surfado por um grupo da
cidade de Belém (PA), Brasil, em 1997.
Um ano depois, foram surfadas as
ondas “pororoca” do Rio Guamá, em frente à Praia de São Domingos do Capim, no
estado do Pará. A onda, que faz uma
curva de 90 graus ao entrar no Rio Capim, recebe o nome de Pororoca do Capim.
O 1º Campeonato Brasileiro de Surfe
na Pororoca ocorreu em 1999, também em São Domingos do Capim, nas ondas dos
mesmos rios, e teve como campeão Ricardo Tatuí.
Em 2001, teve início o Festival de
Surfe na Pororoca, também em São Domingos do Capim. Já o ano de 2003 marcou o começo
do Circuito Brasileiro de Surfe na Pororoca, realizado por etapas.
Em 2005, a pororoca do Rio Araguari foi
surfada por Sergio Laus, recordista do esporte. Serginho, como é conhecido,
surfou a onda por 10,1 quilômetros e 33min5s. Em 2006, ele acabou lançando o
livro Surfando na Selva, no Macapá (AP).
O primeiro torneio feminino de surfe
na pororoca, o Desafio Encontro das Águas, foi realizado em 2007. O evento ocorreu
no Rio Mearim, em São Luiz do Maranhão. Participaram da competição: Tita
Tavares (CE), Cláudia Gonçalves (SP), Brigitte Mayer (RJ), Juliana Guimarães
(RJ), Andréa Lopes (RJ) e Krisna de Souza (RN), que venceu o desafio. O evento
foi organizado pela Associação Brasileira de Surfe na Pororoca (Abraspo) e a Associação
de Surfe na Pororoca do Maranhão (ASPM).
Outro evento especial programado foi o Surfe da Pororoca
na Amazônia, realizado no Rio Capim, em 2015, à 1h50 da madrugada, por sete
atletas profissionais com pranchas iluminadas por leds.
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| Foto: Sidney Oliveira/ AG Pará/https://fotospublicas.com/surf-noturno-na-pororoca-ilumina-a-noite-no-rio-capim-no-para/ |
Em 2014, o sumiço da pororoca no Rio Araguari deu
o que falar. Mas dois surfistas começaram a percorrer o Rio Amazonas e encontraram
a onda no Rio Mearim, em 2017.
Em 2019, ocorreu o 20º Festival da Pororoca, na capital
brasileira do fenômeno, São Domingos do Capim. Lá são realizados, todos os
anos, entre março e abril, o Campeonato Brasileiro da Pororoca e competições
para marcar a chegada das ondas de maré brasileiras em todo território
nacional.
O surfe pororoca trouxe um novo cenário para a
região, favorecendo o desenvolvimento econômico e social do local com a
formação de parcerias entre prefeituras, empresas privadas e a Abraspo. Como
resultado, acabou entrando para o calendário de eventos culturais, esportivos
turísticos e sociais de municípios do norte amazônico, em Pará, Amapá e Maranhão.
A implantação de novos negócios se deu pelo forte
potencial da Região Norte em oferecer ecoturismo, turismo radical, aventura e
natureza, com eventos de caráter esportivo para assistir e/ou participar como
competição ou lazer.
Um dos fatos de grande relevância para o
desenvolvimento do esporte na região foi a presença regular de surfistas
brasileiros e estrangeiros de renome internacional se aventurando na
experiência única de deslizar suas pranchas sobre as ondas da pororoca. Entre
eles estão Eraldo Gueiros, Roberta Borsari, Guga Arruda, Bruno Santos e André
Guimarães.
A repercussão dos fatos na mídia eletrônica também
ajudou a divulgar a região para o Brasil e o mundo. Um exemplo é o nosso cão
surfista Bono, labrador, que também apareceu por lá e surfou a pororoca em 2016,
quando ainda era bicampeão mundial de surfe canino. Em 2019, Bono se tornou
pentacampeão mundial de surfe canino.
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| Foto: Divulgação///https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/labrador-surfista-bate-recorde-de-onda-mais-longa-e-entra-para-o-guinness/ |
O surfe na pororoca ajuda a promover a melhoria do
turismo e da infraestrutura dos locais onde é praticado com a construção de
estradas. Os eventos são apoiados por atrações culturais – comidas típicas,
artesanato, folclore e música ao vivo – e oferecem palestras sobre a
necessidade de preservar o meio ambiente.
A 21ª edição da competição de surfe na pororoca, um dos eventos integrantes do Festival do Surfe na Pororoca, em sua 19ª edição em 2019 atraem atletas e milhares de turistas estrangeiros aos eventos anualmente, movimentando
a economia local e gerando negócios e renda aos municípios do norte amazônico.
A curiosidade e o fascínio de ver a onda varrer a
mata e tudo o que encontra pela frente despertam emoção e diversão para além da
conta!
O Festival do Surfe na Pororoca foi reconhecido em 2017 como Patrimônio Imaterial do Estado do Pará.
Organização
no Brasil
O surfe pororoca é organizado e
dirigido pela Associação Brasileira de Surfe na Pororoca (Abraspo).
Referências
Bibliográficas
COSTA,
L. P. da (Org.). Atlas do Esporte no Brasil. Rio de Janeiro: Shape,
2004.
DIÁRIO
DO NORDESTE. 20º Surf na Pororoca e o 18º Festival da Pororoca – Manobra
Radical. Disponível em: http://blogs.diariodonordeste.com.br/manobraradical/category/surfe/page/17/
Acesso em: 15 ago. 2018.
EMBRATUR.
Surfe na Pororoca é destaque na mídia estrangeira. Disponível em:
embratur.gov.br/piembratur- new/opencms/salaImprensa/noticias/arquivos/Surfe_na_Pororoca_e_destaque_na_midia_estrangeira.html.
Acesso em: 1 nov. 2020.
JORNAL
JOCA. Surf noturno ilumina Pororoca. Disponível em:
https://www.jornaljoca.com.br/surf-noturno-ilumina-pororoca/. Acesso em: 7 nov.
2020.
SIRTOLI,
G. Surf na Amazônia: atletas descobrem nova Pororoca. Disponível em:
https://ricosurf.com.br/noticias/surf/surf-amazonia-atletas-descobrem-nova-pororoca.
Acesso em: 9 nov. 2020.
TUBINO,
M. J. G.; GARRIDO, F. A. C.; TUBINO, F. M. Dicionário enciclopédico Tubino
do esporte. São Paulo: Senac, 2007.






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